
Na conjuntura política e social que vivemos hoje, a democratização do espaço público torna-se uma difícil, mas não impossível tarefa que temos de adentrar para discutir as razões de sua dificuldade de inclusão dos ocupantes desse espaço. Falo isso porque este anúncio acima, que trouxe do face book, estava enxertado de comentários em desapreço ao anunciado; enxertado de opiniões que, a meu ver, não tinham respaldo crítico-social, científico ou empírico acerca do tema.
Num outro contexto, já religioso, penso que a justificativa de cristãos e outros que possuem fé em um Deus em não aceitar tal iniciativa, chega a beirar o inóspito. E olha que sou evangélico. É claro e evidente que na minha ótica há um Deus todo soberano; grande Mantenedor de tudo que há; de onde tudo vem e vai. Por acreditar nesse Deus é que evidencio o respeito a orientação (ou desorientação) religiosa do outro, até porque depois de vivermos sob os auspícios de uma ordem criadora, vivemos numa ordem democrática.
Neste passo, penso, com um singelo pensar, que atitudes/movimentos como esses devem ser criticados sem uma postura religiosa, mas sim política e democrática. Meus amigos do face podem se assustar com meu posicionamento, mas além de ser cristão, sou democrático e totalmente laico quando se trata do respeito à diversidade do outro, tanto de cunho religioso, social, político etc. Tenho plena e total certeza que existe uma fonte inesgotável de poder que sustenta o universo e tudo que nele há; que existe um Mantenedor para todas as coisas, de onde tudo vai e de onde tudo advém. Digo isso, porque na minha concepção religiosa e humana, a adoração e obediência e, consequentemente, a salvação eterna, é objeto de busca individual que extrapola o campo coletivo.
Por assim ser, parabenizo o encontro, demonstra que estão em prol de algo que acreditam e assevero que atitudes discriminatórias ou de intolerância não fazem crescer nenhum sentimento de paz e harmonia entre os mais diferentes grupos sociais, políticos e religiosos existentes no país.